Os Estados Unidos deram início aos preparativos para um possível ataque ao Irã há cerca de 15 anos, com o desenvolvimento de uma bomba destruidora de bunkers. A revelação foi feita na quinta-feira (26) pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
Segundo ele, em 2009, a Agência de Redução de Ameaças do Pentágono foi informada sobre a existência da usina de enriquecimento de urânio de Fordo. Na época, as autoridades americanas concluíram que o país não possuía um armamento capaz de atingir e destruir adequadamente esse tipo de instalação subterrânea.
Foi então que teve início o desenvolvimento da bomba GBU-57, com 13.600 kg, projetada especificamente para perfurar alvos fortificados. "Tínhamos tantos doutores envolvidos no programa de penetração de munição que, de forma silenciosa e discreta, nos tornamos os maiores usuários de horas de supercomputador dos Estados Unidos", afirmou Caine durante uma coletiva de imprensa.
Os EUA atingiram seus objetivos?
O presidente Donald Trump afirmou que os ataques americanos às instalações nucleares iranianas foram bem-sucedidos e teriam reduzido de forma significativa o programa nuclear do país persa.
Em resposta, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, condenou os bombardeios realizados pelos EUA e por Israel, destacando que Teerã já havia estabelecido acordos prévios para restaurar a operação das instalações afetadas.
Já o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, declarou que os danos causados pelos ataques foram limitados. "Eles atacaram nossas instalações nucleares, o que deveria ser julgado em tribunais internacionais. No entanto, não causaram nenhum efeito significativo", afirmou.