EUA mostram evidências de bomba destruidora de bunkers usada para atacar o Irã (VÍDEO)

Os Estados Unidos deram início aos preparativos para um possível ataque ao Irã há cerca de 15 anos, com o desenvolvimento de uma bomba destruidora de bunkers. A revelação foi feita na quinta-feira (26) pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
Segundo ele, em 2009, a Agência de Redução de Ameaças do Pentágono foi informada sobre a existência da usina de enriquecimento de urânio de Fordo. Na época, as autoridades americanas concluíram que o país não possuía um armamento capaz de atingir e destruir adequadamente esse tipo de instalação subterrânea.
Foi então que teve início o desenvolvimento da bomba GBU-57, com 13.600 kg, projetada especificamente para perfurar alvos fortificados. "Tínhamos tantos doutores envolvidos no programa de penetração de munição que, de forma silenciosa e discreta, nos tornamos os maiores usuários de horas de supercomputador dos Estados Unidos", afirmou Caine durante uma coletiva de imprensa.
NO OTHER COUNTRY IN THE WORLD HAS THE WEAPONRY OR THE CAPABILITIES THAT THE UNITED STATES HAS. pic.twitter.com/7lqcsUFe3a
— DOD Rapid Response (@DODResponse) June 26, 2025
Os EUA atingiram seus objetivos?
O presidente Donald Trump afirmou que os ataques americanos às instalações nucleares iranianas foram bem-sucedidos e teriam reduzido de forma significativa o programa nuclear do país persa.
Em resposta, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, condenou os bombardeios realizados pelos EUA e por Israel, destacando que Teerã já havia estabelecido acordos prévios para restaurar a operação das instalações afetadas.
Já o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, declarou que os danos causados pelos ataques foram limitados. "Eles atacaram nossas instalações nucleares, o que deveria ser julgado em tribunais internacionais. No entanto, não causaram nenhum efeito significativo", afirmou.
