
'Masoquismo político': Lavrov chama o veto europeu à energia russa de 'decisão suicida'

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, descreveu como "suicida" e como um gesto de "masoquismo político" os planos da Comissão Europeia (CE) de proibir completamente as importações de recursos energéticos da Rússia.
"Outra decisão suicida da CE foi quando os burocratas de Bruxelas impuseram aos governos eleitos pelo povo suas abordagens, incluindo a proibição total do fornecimento de petróleo e gás da Rússia", denunciou o ministro na quinta-feira (26) durante coletiva de imprensa.
O ministro lembrou que os hidrocarbonetos russos, "por muitas décadas, serviram como uma base sólida e duradoura para o bem-estar econômico da Europa".
"Tudo isso foi por água abaixo", disse, referindo-se à situação atual da economia do Velho Continente.

Custará caro à Europa
De acordo com Lavrov, Bruxelas "relata com orgulho - como fez a chefe da CE, Ursula von der Leyen - que tal decisão foi tomada e que os indicadores para a compra de petróleo e gás da Rússia serão praticamente zero". No entanto, o Ocidente não revelou o preço que os contribuintes e consumidores europeus terão que pagar pela rejeição dos hidrocarbonetos russos: "Isso lhes custou uma soma considerável", acrescentou.
O chefe da diplomacia russa lembrou que decisões semelhantes fizeram com que os preços da energia na Europa disparassem - o que, por sua vez, está levando à desindustrialização. "As empresas industriais estão 'fugindo' para os EUA, onde os custos de energia são três a quatro vezes mais baratos", disse.
Lavrov também enfatizou que em Bruxelas estão "orgulhosos" não apenas por "terem permitido que os oleodutos Nord Stream fossem explodidos", mas também por "fazerem todo o possível para garantir que eles não voltem a operar em nenhuma circunstância".
"Isso é 'masoquismo' político, baseado no frenesi de alguns líderes sobre o fato de que a Rússia quer e sempre buscará uma política independente e cuidará de seus interesses".
