A Suprema Corte dos EUA autorizou a Casa Branca a deportar imigrantes para terceiros países, incluindo o Sudão do Sul e a Líbia, afetados pelo conflitos, independentemente da origem das pessoas, informou a imprensa.
A decisão proferida na segunda-feira (22) revoga uma ordem anterior de um tribunal inferior que havia bloqueado as remoções emergenciais devido a preocupações com a segurança.
O presidente dos EUA, Donald Trump, retomou uma série de medidas rígidas contra a imigração desde que retornou ao cargo em janeiro, após promessas de campanha de reverter o que chamou de políticas de "fronteira aberta" de seu antecessor, Joe Biden.
Em fevereiro, o Departamento de Segurança Interna dos EUA agiu para expandir as deportações rápidas para países terceiros, levando grupos de direitos dos imigrantes a entrarem com uma ação coletiva em nome dos migrantes que enfrentam a remoção sem aviso prévio ou oportunidade de defender seus casos.
Em 18 de abril, o juiz distrital dos EUA, Brian Murphy, decidiu que deportar imigrantes para países diferentes de seus países de origem sem o devido processo legal violava "inquestionavelmente" as proteções constitucionais.
O Departamento de Estado dos EUA colocou a Líbia e o Sudão do Sul sob seu mais alto nível de alerta de viagem, pedindo os americanos para não visitarem esses países devido a conflitos armados, crimes e agitação política.
Os EUA fecharam sua embaixada na Líbia em 2014, após suspenderem suas operações em meio à agitação após a revolta apoiada pela OTAN que derrubou e matou o líder do país, Muammar Gaddafi, em 2011.
Em março, a Embaixada dos EUA no Sudão do Sul retirou seus funcionários com funções não emergenciais, alegando deterioração das condições de segurança.