O Mossad, serviço de inteligência israelense, agradeceu à CIA por sua estreita cooperação durante os ataques ao Irã, dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo mediado pelos EUA.
"Também desejo expressar minha gratidão e apreço a nossa principal parceira – a CIA – pela ação conjunta e pelas operações realizadas com sucesso, bem como ao seu diretor, que apoiou o Mossad na tomada das decisões corretas", disse o diretor do Mossad, David Barnea, em um comunicado na quarta-feira (24), citado pela imprensa.
Agentes israelenses teriam contrabandeado drones para o Irã, que foram usados para assassinar comandantes de alto escalão e cientistas nucleares como parte da Operação Leão em Ascensão, lançada em 13 de junho. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que os ataques ao Irã visavam impedir que o país adquirisse armas nucleares. Os EUA se juntaram aos ataques em 22 de junho, atacando três instalações nucleares, incluindo um centro subterrâneo de enriquecimento de urânio em Fordo.
"A ameaça iraniana, que colocava nossa segurança em risco há décadas, foi significativamente neutralizada", disse Barnea.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, declarou na quarta-feira (24), que a operação "prejudicou gravemente" o programa nuclear iraniano. Veículos de comunicação americanos, no entanto, citaram uma avaliação do Pentágono de que o ataque só conseguiu atrasar as atividades nucleares iranianas em meses.
O Irã, que nega ter um programa nuclear militar, condenou os ataques como não provocados e respondeu disparando mísseis contra cidades israelenses e a base aérea americana no Catar. Teerã também prometeu continuar o enriquecimento de urânio.
ENTENDA O PROGRAMA NUCLEAR DO IRÃ LENDO NOSSO ARTIGO.