Assessor de Putin reage ao veto de Hungria e Eslováquia a novas sanções contra Rússia

Kirill Dmitriev comentou a postura dessas nações contra o 18º pacote de sanções da UE, que "proibiria aos Estados membros comprar gás e petróleo russos".

Hungria e Eslováquia seguem na direção oposta de Bruxelas, lutando para garantir a competitividade global da União Europeia, declarou o diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos e representante especial da Presidência russa, Kirill Dmitriev.

"Hungria e Eslováquia estão fazendo o que Bruxelas não faz: lutando para manter a competitividade global da UE", escreveu esta terça-feira em sua conta no X, respondendo a uma publicação do ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjarto. 

O chefe da diplomacia húngara anunciou que tanto Budapeste como Bratislava vetaram o 18º pacote de sanções do bloco europeu contra Moscou, que "proibiria aos Estados membros comprar gás e petróleo russos".

"Isso iria minar a segurança energética húngara e violaria a decisão do Conselho [da UE] concedendo-nos isenção da proibição do petróleo russo", argumentou Szijjarto.

Na contramão da UE

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e seu homólogo húngaro, Viktor Orbán, vão na contramão da postura assumida pela maioria das lideranças europeias, sendo partidários de uma solução pacífica do conflito russo-ucraniano. Nesse sentido, buscam uma via de diálogo e rechaçam a tentativa de isolar Moscou, priorizando esforços de paz que considerem a posição russa.

Assim, ambas nações criticaram em diversas ocasiões as sanções impostas por Bruxelas. Em meados de maio, Fico chegou a declarar que apoiaria um possível referendo em seu país sobre a não aplicação de restrições anti-russas, qualificando-as como "uma praga" que prejudicam toda a UE.