Irã denuncia Israel por novos ataques após anúncio de cessar-fogo

Antriormente, autoridades israelenses também denunciaram a violação do cessar-fogo por Teerã.

As Forças Armadas do Irã afirmaram que, até as 9h, horário local, Israel atacou o território iraniano três vezes, atingindo vários locais após o anúncio de um cessar-fogo entre os dois lados.

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, um porta-voz do Quartel-General do Khatam Al Anbiya relatou três ataques israelenses esta manhã e enfatizou que nenhum deles ficará "sem resposta", garantindo que Israel "pagará um alto preço".

Mais cedo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) "respondessem energicamente" a uma suposta "violação do cessar-fogo pelo Irã com ataques pesados" no "coração" Teerã.

Segundo o The Times of Israel, a ordem foi dada depois que se descobriu que dois mísseis balísticos foram disparados do Irã contra Israel depois que o cessar-fogo entre as partes já havia entrado em vigor. Os dois mísseis foram interceptados.

Por sua vez, a agência de notícias iraniana IRIB negou esses relatos, descrevendo-os como "falsos".

Ambos os lados alcançaram todos os seus objetivos

Na terça-feira, Tel Aviv e Teerã anunciaram um cessar-fogo em meio à escalada da guerra entre os dois países, que começou após Israel lançar um ataque não provocado às instalações nucleares e militares iranianas em 13 de junho.

O Secretariado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou em uma declaração a "imposição de um cessar-fogo ao inimigo sionista", acrescentando que as forças armadas do país persa "responderam com bravura exemplar, esmagando todos os atos malignos do inimigo".

As autoridades iranianas também descreveram os resultados de sua operação contra Israel como "uma vitória que forçou o rival a lamentar e aceitar a derrota e interromper unilateralmente sua ofensiva".

Tel Aviv também anunciou que aceitou a proposta de cessar-fogo bilateral "após cumprir os objetivos da operação e em total coordenação" com o presidente dos EUA, Donald Trump.

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