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Irã nega violação de trégua após acusações de Israel

Segundo as autoridades israelenses, Teerã teria lançado dois mísseis balísticos depois que a trégua entrou em vigor.
Irã nega violação de trégua após acusações de IsraelGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl

A mídia iraniana, incluindo a agência de notícias IRIB, rejeitou nesta terça-feira (24) as acusações feitas anteriormente por Israel de que o Irã havia violado o cessar-fogo, descrevendo-as como "falsas".

Essa reação ocorre após o Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ter ordenado às Forças de Defesa de Israel (IDF) que "respondessem com ataques intensos" no "coração" de Teerã após relatar que dois mísseis supostamente originários do Irã haviam sido interceptados após o anúncio da trégua.

Ambos os lados alcançaram todos os seus objetivos

Na terça-feira, Tel Aviv e Teerã anunciaram um cessar-fogo em meio à escalada da guerra entre os dois países, que começou após Israel lançar um ataque não provocado às instalações nucleares e militares iranianas em 13 de junho.

O Secretariado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou em uma declaração a "imposição de um cessar-fogo ao inimigo sionista", acrescentando que as forças armadas do país persa "responderam com bravura exemplar, esmagando todos os atos malignos do inimigo".

As autoridades iranianas também descreveram os resultados de sua operação contra Israel como "uma vitória que forçou o rival a lamentar e aceitar a derrota e interromper unilateralmente sua ofensiva".

Tel Aviv também anunciou que aceitou a proposta de cessar-fogo bilateral "após cumprir os objetivos da operação e em total coordenação" com o presidente dos EUA, Donald Trump.

  • O confronto entre Irã e Israel se intensificou depois que os EUA se juntaram à operação militar contra o Irã na noite do último sábado (21), atacando três grandes instalações nucleares iranianas. A operação americana, por sua vez, provocou um ataque retaliatório iraniano na segunda-feira (23) contra a maior base militar americana no Oriente Médio.
  • Vários políticos e líderes mundiais condenaram as ações de Tel Aviv e Washington, chamando-as de "escalada perigosa" e "ato criminoso". Críticas também foram feitas pela Rússia, China, Cuba, Chile, Venezuela, entre outras nações, bem como pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

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