Escalada no Oriente Médio provoca mudanças e restrições na aviação da região

Com o aumento do risco nas intermediações de Irã e Israel, companhias aéreas cancelam rotas enquanto o país de Netanyahu adota medidas emergenciais para resgatar cidadãos no exterior.

O recente bombardeio dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas desencadeou um alerta global sobre possíveis repercussões na segurança da aviação comercial no Oriente Médio, segundo informou a agência Reuters. Diversas companhias aéreas estão reformulando rotas ou suspendendo voos que cruzam áreas consideradas de alto risco. 

De acordo com o portal especializado Safe Airspace, vinculado ao grupo internacional OPSGROUP, as operações militares americanas podem representar um risco elevado para companhias dos EUA que operam em rotas próximas aos focos de tensão. 

''Embora não tenham sido feitas ameaças específicas contra a aviação civil, o Irã já advertiu anteriormente que retaliaria atacando interesses militares dos EUA no Oriente Médio — seja diretamente ou por meio de grupos aliados como o Hezbollah'', escreveu o veículo.

Nos dias anteriores ao bombardeio ordenado por Trump, a American Airlines já havia suspendido seus voos para o Catar, e a United, suas rotas para Dubai.

A British Airways já decidiu cancelar suas conexões com os aeroportos de Dubai e Doha até que a situação se estabilize. A Singapore Airlines, por sua vez, interrompeu temporariamente seus voos entre Singapura e Dubai, citando uma reavaliação de segurança operacional.  

Apesar do cenário de instabilidade, Israel anunciou no domingo a reabertura parcial de seu espaço aéreo, permitindo um número limitado de pousos e decolagens. A medida teve duração de seis horas e teve como foco o resgate de cidadãos israelenses retidos no exterior desde o início do conflito, em 13 de junho. 

Segundo a Autoridade de Aviação Civil de Israel, a partir desta segunda-feira, os chamados "voos humanitários" serão ampliados, com a previsão de 24 operações diárias partindo de diferentes localidades. Cada aeronave autorizada a decolar de Israel poderá transportar até 50 passageiros.