O recente ataque aéreo ordenado por Donald Trump contra instalações nucleares no Irã gerou reações imediatas entre os principais líderes do Congresso dos Estados Unidos.
A operação, realizada pela Força Aérea norte-americana neste sábado (21), mirou centros estratégicos como Fordow, Natanz e Isfahan, marcando uma nova escalada no conflito entre Washington e Teerã.
Poucas horas após os bombardeios, congressistas democratas manifestaram preocupação com a legalidade da ação e com os riscos de envolvimento direto dos EUA em uma guerra no Oriente Médio.
Ro Khanna, deputado da Califórnia, criticou o presidente Donald Trump por ordenar ataques ao Irã sem qualquer autorização prévia do Congresso em uma publicação nas redes sociais. Khanna destacou a importância de frear as ações do Executivo e anunciou, ao lado do congressista republicano Thomas Massie, a apresentação de uma proposta legislativa nesse sentido.
"Precisamos retornar imediatamente a Washington e votar na Resolução sobre os Poderes de Guerra (War Power Resolution), apresentada por mim e por Thomas Massie, para impedir que os Estados Unidos sejam arrastados para mais uma guerra interminável no Oriente Médio", afirmou o parlamentar.
O senador independente Bernie Sanders também se manifestou contra a ofensiva. Usando suas redes sociais para condenar Trump, ele compartilhou um vídeo que registra o momento em que foi informado sobre a ação militar durante um comício em Oklahoma. A reação da plateia foi imediata: vaias ao presidente e gritos de "No More War" (Fim às guerras, em tradução livre), ecoaram como sinal de repúdio à escalada da tensão no Oriente Médio.
Em contrapartida, o senador norte-americano Lindsey Graham aprovou a decisão de Trump atacar o Irã: "Foi bom. Foi a decisão correta. O regime merece. Muito bem, Presidente Trump. Aos meus concidadãos: temos a melhor Força Aérea do mundo. Estou muito orgulhoso. Voem, lutem, vençam", escreveu na sua conta oficial.
Enquanto isso, parte da liderança democrata tradicional ainda mantém cautela nas declarações, aguardando informações mais detalhadas do Pentágono e da Casa Branca. Relatos sugeres, porém, que cresce a pressão nos bastidores dentro do partido para que o Congresso atue de forma mais firme na contenção de ações unilaterais por parte do Executivo.