
'África não busca esmolas', mas sim igualdade de oportunidades, diz vice-presidente sul-africano

Os países africanos não buscam "esmolas", mas sim acesso justo aos mecanismos que movimentam a economia global.
A declaração foi feita pelo vice-presidente da África do Sul, Paul Mashatile, durante um discurso na sessão plenária do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF-2025) na sexta-feira (20), que também contou com a participação de figuras como o presidente russo Vladimir Putin e a presidente do Banco de Novo Desenvolvimento, Dilma Rouseff.
"A África não busca esmolas. Pelo contrário, a África busca uma parceria baseada na igualdade. A África busca igualdade de acesso aos mercados – mercados de capital, mercados de conhecimento e mercados de tecnologia", afirmou Mashatile, ressaltando que o continente pode contribuir para o desenvolvimento sustentável e a transformação digital global, conforme divulgado pela mídia local.

O vice-presidente destacou ainda que a África do Sul pode servir como uma "porta de entrada" para o continente africano, ampliando a presença de parceiros internacionais e estreitando laços econômicos.
"O SPIEF é uma plataforma reconhecida para o diálogo global sobre inúmeras questões na esfera econômica", declarou.
Meta: triplicar comércio com Rússia
Na mesma ocasião, Mashatile anunciou que o governo sul-africano pretende triplicar o volume do comércio bilateral com a Rússia nos próximos quatro a cinco anos. Atualmente, o fluxo entre os dois países gira em torno de US$ 1,3 bilhão, valor que o vice-presidente considera "bastante baixo".
Segundo ele, estão em curso discussões para ampliar a cooperação em áreas como energia, minerais essenciais, infraestrutura ferroviária, exportações agrícolas e importações industriais.
"Exportamos frutas cítricas e vinhos para a Rússia e queremos aumentar os volumes. E ontem mesmo, colegas me disseram que um acordo foi assinado para importar vodca russa para a África do Sul", relatou.
Mashatile mencionou ainda que os dois países começaram a trabalhar na remoção de barreiras comerciais e na busca de soluções cambiais.

