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Irã afirma ter destruído escritório da Microsoft em Israel

A ação foi realizada "com um único míssil", informou a Guarda Revolucionária do Irã.
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O Irã atacou o escritório regional da Microsoft na cidade israelense de Beer Sheva, afirmou um porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana nesta sexta-feira (20).

Segundo o porta-voz, o prédio foi destruído "com um único míssil" como parte da Operação Promessa Verdadeira 3.

"A cumplicidade com o regime tem consequências! Eles serão punidos de forma severa e dolorosa, esperem por nós", advertiu ele.

Algumas horas antes, houve uma forte explosão na área depois que um míssil iraniano atingiu a cidade.

Fotos do bombardeio circulam nas redes mostrando vários carros queimando nas ruas e colunas de fumaça subindo para o céu.

Rejeição internacional

  • Desde as primeiras horas do dia 13 de junho, quando Israel lançou um ataque não provocado contra o Irã, as duas nações têm trocado bombardeios. Rússia, China e vários outros países em todo o mundo condenaram veementemente a ofensiva israelense como uma grave violação da lei internacional e da Carta da ONU.

  • O presidente russo Vladimir Putin condenou os ataques israelenses em conversa com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, e expressou preocupação com uma possível escalada do conflito, que "teria consequências imprevisíveis para toda a situação na região do Oriente Médio". Da mesma forma, o representante permanente da Rússia na ONU, Vasili Nebenzia, alertou que as ações de Israel estão empurrando a região para uma "catástrofe nuclear em grande escala".

  • Falando a repórteres à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo na quarta-feira, Putin declarou que há opções para acabar com as hostilidades entre Irã e Israel. "Seria correto que todos buscassem juntos maneiras de acabar com as hostilidades e encontrar uma oportunidade para que todas as partes desse conflito chegassem a um acordo entre si", afirmou o presidente.

  • Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou em comunicado que os ataques de Israel às instalações nucleares pacíficas do Irã são ilegais e estão empurrando o mundo para uma catástrofe nuclear.

  • Na América Latina, várias nações, incluindo Brasil, Venezuela, Cuba e Nicarágua, expressaram repúdio às ações de Tel Aviv. Países do mundo islâmico, como Turquia, Arábia Saudita, Egito e Paquistão reagiram de forma semelhante.