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Putin enfatiza que Rússia não representa ameaça à Europa: 'isso é bobagem'

Durante o Fórum Econômico de São Petersburgo, presidente russo rejeitou acusações ocidentais e apontou contradições na postura alemã sobre o gás natural.
Putin enfatiza que Rússia não representa ameaça à Europa: 'isso é bobagem'Kremlin Press Office/Anadolu via Getty Images

O presidente Vladimir Putin voltou a reitera nesta quarta-feira (18), durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que não existe qualquer ameaça da Rússia aos países da Otan. Segundo ele, as especulações ocidentais sobre ataques russos são infundadas e motivadas por interesses políticos internos.

"É claro que não há ameaça da Rússia", declarou, classificando as acusações como "bobagem" e mentiras para justificar gastos orçamentários.

Segundo Putin, "um propagandista de Hitler costumava dizer: 'Quanto mais implausível a mentira, mais rápido as pessoas acreditarão nela'". Ele destacou que essa narrativa de que a Rússia planeja atacar a Europa é uma "mentira implausível" que nem mesmo seus propagadores acreditam.

"O que é isso, vamos atacar a Otan? Que tipo de absurdo é esse? Todo mundo entende que é um absurdo e eles mentem para o próprio povo para garantir que vão tirar dinheiro do orçamento", afirmou o presidente.

Ele ressaltou ainda que os gastos militares da Rússia não se comparam aos da Otan, enquanto a população europeia é quase o dobro da russa.

Putin criticou os países europeus por usarem a suposta ameaça russa como justificativa para desviar recursos para a área militar, o que, segundo ele, serve para mascarar "fracassos na economia e na esfera social".

Como exemplo, citou a Alemanha, principal economia da União Europeia, que "está à beira da recessão".

O presidente russo também manifestou surpresa com a decisão de Berlim de recusar o gás natural russo.

"A Ucrânia recebeu dinheiro para o trânsito da nossa parte, 400 milhões por ano, e por algum motivo a Alemanha se recusou a aceitar gás russo. Por quê? Simplesmente não há explicação racional", lamentou.

Ele ainda apontou os impactos da crise na indústria alemã: "A Volkswagen está morrendo, a Porsche está morrendo, a indústria do vidro está morrendo, a indústria de fertilizantes está morrendo. E para quê?", questionou.