Intensos ataques aéreos israelenses contra a capital do Irã na manhã desta quarta-feira (18) mataram pelo menos 585 pessoas em todo o país e feriram outras 1.326, afirmam representantes do Human Rights Activists, citados pela AP.
O grupo de direitos humanos, com sede em Washington, informou ter identificado 239 dos mortos nos ataques israelenses como civis e 126 como agentes de segurança.
Nesta quarta-feira (18), o exército israelense disse que mais de 50 caças do país judeu atingiram alvos no Irã, incluindo uma instalação civil que produz centrífugas para enriquecimento de urânio.
- Desde as primeiras horas do dia 13 de junho, quando Israel lançou um ataque não provocado contra o Irã, as duas nações têm trocado bombardeios. A Rússia, a China e muitos países em todo o mundo condenaram veementemente a ofensiva israelense como uma grave violação da lei internacional e da Carta da ONU.
- O presidente russo, Vladimir Putin, condenou os ataques em uma conversa com seu homólogo americano, Donald Trump, e expressou grande preocupação com uma possível escalada do conflito, que ''teria consequências imprevisíveis para toda a situação na região do Oriente Médio''.
- Na América Latina, várias nações, incluindo Brasil, Venezuela, Cuba e Nicarágua, manifestaram contrariedade às ações de Tel Aviv. Reações semelhantes vieram de países do mundo islâmico, incluindo Turquia, Arábia Saudita, Egito e Paquistão.
Como as negociações sobre o programa nuclear do Irã levaram à ofensiva israelense? Entenda em nosso artigo.