ERRATA:
Na publicação original, Jair Bolsonaro constava como um dos indiciados pela Polícia Federal. No entanto, o ex-presidente não recebeu um indiciamento formal nesta investigação, pois a corporação considerou que, uma vez que Bolsonaro já havia sido indiciado pelo mesmo delito de organização criminosa na ação penal relacionada à tentativa de golpe — que também aborda o uso irregular da Abin —, não poderia ser indiciado novamente. Abaixo, é possível conferir o texto em seu estado original.
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu filho e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por envolvimento em um esquema de espionagem ilegal durante o governo Bolsonaro, informou o g1 nesta terça-feira (17).
Ao todo, 35 pessoas foram indiciadas no caso que ficou conhecido como "Abin paralela", incluindo integrantes da atual cúpula da agência.
O documento, fruto de meses de investigação, sustenta a tese de que um grupo dentro da Abin teria utilizado ilegalmente sistemas de monitoramento, como o polêmico software israelense FirstMile, para rastrear adversários políticos, autoridades e até mesmo juízes sem qualquer fundamento legal ou autorização judicial.
Agora, cabe ao ministro do STF responsável pelo caso, Alexandre de Moraes, analisar o material. Após essa análise, o processo segue para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
- Em fevereiro, a PF concluiu a denúncia sobre a existência de uma "Abin paralela", descrita como um "meio digital para atacar opositores e o sistema eleitoral, no curso das iniciativas corrosivas das estruturas democráticas".
- Segundo a denúncia, "a ferramenta era utilizada para obter a localização dos personagens-alvo que, de alguma forma, contrariavam os interesses da organização criminosa".