Nos últimos dias, a RT Brasil vem sendo calada mais uma vez pelas big techs por exercer seu papel jornalístico durante o conflito entre Israel e Irã. Desta vez, a censura parte do Facebook.
Todos os fatos relatados pela RT Brasil sobre o conflito são baseados em fontes jornalísticas confiáveis ou oficiais ou pelos nossos correspondentes na região - o que torna a punição imposta pela plataforma ainda mais questionável e injusta.
Qual é a alegação?
O Facebook comunicou à RT Brasil que a remoção da publicação ocorreu por suposta violação dos "Padrões da Comunidade", o que impede a realização de novas publicações por um período indeterminado.
A rede social, porém, não detalhou qual regra específica teria sido infringida, alimentando críticas sobre a falta de transparência e critérios claros nas políticas de moderação de conteúdo.
O que dizia o post?
A publicação tratava do envio de porta-aviões e tanques dos Estados Unidos ao Oriente Médio durante a escalada do conflito, iniciada na última sexta-feira (13), após Israel bombardear o território persa.
"Enquanto Donald Trump se apresenta como mediador da paz, o Pentágono avança com reforços militares, indicando preparação para uma possível intervenção direta no conflito" dizia a nota que foi impedida de ser publicada.
Relembre censuras anteriores
As ações de censura contra a RT não são novidade. Em 2022, a União Europeia decidiu banir a emissora de seu território, proibindo suas transmissões tanto pela televisão quanto pela internet. Na Áustria, a medida ganhou contornos ainda mais autoritários: autoridades passaram a aplicar multa de 50 mil euros a quem compartilhasse conteúdos da RT
Em janeiro de 2025, a RT Brasil enfrentou mais um episódio de censura digital quando seu canal no YouTube foi bloqueado poucos dias após o lançamento. O canal tinha o objetivo de ampliar o acesso do público às últimas notícias nacionais e internacionais.
Em fevereiro de 2025, fomos novamente cerceados no exercício de nossa função jornalística, desta vez pelo Instagram. A rede social impôs restrições à conta da RT Brasil, alegando que a atividade não estaria em conformidade com seus "padrões da comunidade" relacionados a comportamento inautêntico, sem detalhar exatamente quais ações teriam motivado a punição.
Em março de 2025, a RT Brasil foi alvo de nova censura, desta vez na plataforma X, controlada pelo bilionário Elon Musk. Um vídeo que expunha contradições da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi bloqueado em todo o território do bloco europeu.
No vídeo publicado, eram apresentados dois discursos: um de 2022, no qual von der Leyen afirmava que o setor industrial da Rússia estava "em frangalhos" e que a economia do país se encontrava "na UTI"; e outro, de 2025, no qual ela descrevia o cenário atual como um dos momentos mais importantes e perigosos da história recente, alegando que a Rússia representa uma ameaça à segurança da região "de uma forma muito real".
Não nos calaremos
Os episódios evidenciam, mais uma vez, os obstáculos enfrentados por veículos que se propõem a oferecer uma cobertura fora da narrativa dominante, especialmente em plataformas controladas por grandes corporações digitais.
Apesar da perseguição e das tentativas recorrentes de silenciamento, a RT segue firme em seu compromisso com os leitores. Seu papel é claro: levar ao público informações que a mídia hegemônica esconde, mantendo viva a pluralidade e a transparência no jornalismo.
*Integrante do conglomerado Meta, classificado na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.