
Confira as divergências e conflitos na cúpula do G7

A Cúpula de Líderes do G7 começou neste domingo (15) no resort Kananaskis, na província canadense de Alberta, em meio a intensas trocas de mísseis entre Israel e Irã, divergências sobre o conflito na Ucrânia e a guerra comercial de Trump. Os líderes dos sete países-membros do grupo, que inclui Reino Unido, Alemanha, Itália, Estados Unidos, França, Canadá e Japão, já estão no local para as reuniões, que se estendem até terça-feira, 17 de junho.
Representantes da União Europeia, além de líderes da Austrália, Brasil, Índia, México, Coreia do Sul e África do Sul, também participarão do evento. O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, também estará presente e deve se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, meses após o fatídico encontro fracassado na Casa Branca.

Os principais temas a serem abordados durante as reuniões de trabalho incluem: economia global, segurança, segurança energética, meio ambiente e o conflito ucraniano. No entanto, o chanceler alemão, Friedrich Merz, informou que a escalada das tensões no Oriente Médio foi incluída na pauta da cúpula.
As divergências entre a maioria dos líderes do grupo e o presidente dos EUA representam um obstáculo para que o evento seja concluído com um comunicado conjunto em que haja consenso sobre as principais questões.
À margem da cúpula, estão previstas discussões e uma série de reuniões bilaterais sobre a política do governo Trump de impor tarifas a vários países ao redor do mundo.
De acordo com a Bloomberg, a UE espera chegar a um acordo sobre as principais disposições de um acordo comercial e, em seguida, continuar as negociações com Washington sobre os detalhes do pacto.
Desentendimentos sobre o conflito ucraniano
Nos últimos três anos, os membros do grupo apoiaram Kiev de forma unânime. No entanto, após o retorno de Trump à presidência, os apoiadores da Ucrânia não esperam mais uma declaração de um "apoio maior" ao regime de Zelensky nem medidas para aumentar a pressão sobre Moscou, de acordo com o Politico.
Além disso, líderes europeus temem que o presidente dos EUA não apoie o teto de preço ao petróleo russo a US$ 45 o barril, já que não houve mudança em sua posição desde a reunião dos ministros das Finanças do G7 no início deste ano, segundo fontes familiarizadas com o assunto citadas pela Bloomberg. Esta proposta foi incluída no mais recente pacote de sanções da União Europeia contra Moscou.
- A Rússia foi membro do G8 de 1997 a 2014. Donald Trump já declarou anteriormente que gostaria que Moscou retornasse ao G7: "Eu adoraria que eles voltassem. Acho que foi um erro expulsá-los. Veja bem, não é uma questão de se eu gosto da Rússia ou não. Era o G8", declarou Trump em fevereiro.
