EXCLUSIVO: Thiago Ávila relata violências durante detenção em Israel

Em entrevista exclusiva à RT Brasil, o ativista brasileiro reafirma seu compromisso com a causa palestina e anuncia novas missões para levar ajuda humanitária a Gaza.

Em uma entrevista exclusiva à RT Brasil, o ativista brasileiro, Thiago Ávila, relatou "duras condições" durante sua detenção em Israel, onde enfrentou cinco dias de prisões marcadas por violações.

"Estar detido em uma prisão colonial em Israel foi um processo de muitas violações", afirmou. Ele descreveu o primeiro dia como um sequestro em um barco, quando a missão com destino a Gaza foi desviada para o porto de Ashdod. Durante o encarceramento, Thiago e outros integrantes da missão enfrentaram condições precárias, incluindo até dois dias em cela solitária, sem noção do tempo, expostos a ratos, baratas e outras pragas, além de agressões constantes.

O ativista ressaltou que, apesar do sofrimento pessoal, a situação é muito pior para milhares palestinos detidos em Israel atualmente, muitos em detenção administrativa, incluindo centenas de crianças. Segundo ele, esse sistema faz parte de um "Estado colonial de Apartheid" que segrega os palestinos com base em etnia e nacionalidade.

Thiago destacou a frustração pela flotilha humanitária ser impedida de levar ajuda a Gaza, onde crianças morrem de fome e hospitais são bombardeados, fato que chocou o mundo.

Thiago Ávila retornou ao Brasil nesta sexta-feira (13), após sua libertação. Ele fazia parte da missão humanitária no veleiro Madleen, interceptado pela segurança israelense em águas internacionais. Ao desembarcar em São Paulo, recebeu apoio de manifestantes favoráveis à causa palestina.

Apesar dos obstáculos, o ativista reafirmou o compromisso com novas missões para tentar romper o bloqueio sobre Gaza e levar ajuda humanitária. "Vamos seguir navegando, tentando criar esse corredor humanitário dos povos e ser útil à causa palestina, um povo que há oito décadas vive genocídio de limpeza étnica", concluiu.