Microsoft processa empresa peruana por uso ilegal de softwares

Durante inspeção, os agentes do Indecopi constataram que os 27 programas da Microsoft instalados nos equipamentos da empresa não possuíam licenças válidas.

Uma decisão recente do Instituto Nacional de Defesa da Concorrência e Proteção da Propriedade Intelectual (Indecopi) reacendeu o debate sobre pirataria de software no Peru, com a aplicação de uma multa superior a US$ 20 mil à empresa Copex Com S.A.C.

De acordo com o Indecopi, a companhia, que atua nos serviços de impressão e digitalização, utilizava 27 programas da Microsoft sem autorização legal, entre eles diferentes versões do sistema operacional Windows e do pacote Office.

A investigação teve início após denúncia apresentada pela Microsoft Corporation em 8 de janeiro de 2020. A reclamação teve como base uma inspeção feita em 14 de novembro de 2019, que identificou softwares instalados sem licenças válidas.

Entre os programas estavam o Windows 7 Ultimate, Windows 7 Professional, Windows 10 Professional, Office Professional 2010, Office Professional Plus 2013 e 2016, Office Standard 2013 e Project Professional 2016.

Durante a fiscalização, agentes do Indecopi verificaram que nenhum dos 27 softwares da Microsoft presentes nos computadores da empresa possuía licença regular.

Na defesa apresentada, a Copex Com S.A.C. afirmou ter adquirido 10 licenças do Windows por meio da operadora Entel Peru. Porém, a Câmara Especializada em Propriedade Intelectual do Indecopi concluiu que as licenças eram do tipo OEM, destinadas exclusivamente a novos equipamentos, o que as tornava inválidas para justificar o uso nos aparelhos inspecionados.