O presidente da Rússia, Vladimir Putin, questionou nesta quarta-feira (4) a viabilidade de se negociar com quem patrocina o terror.
Comentando sobre os recentes ataques do regime ucraniano a instalações em território russo, Putin afirmou que o que aconteceu nas províncias de Bryansk e Kursk foram ataques deliberados contra civis, o que, de acordo com os padrões internacionais, é qualificado como terrorismo.
De acordo com o presidente russo, todos os ataques realizados pela Ucrânia contra civis mostram mais uma vez que o regime de Kiev, "comandado por seu líder ilegítimo" Vladimir Zelensky, está gradualmente "se degenerando em uma organização terrorista", enquanto seus patrocinadores estão se tornando "cúmplices de terroristas".
Putin questionou como as reuniões com o objetivo de encontrar uma forma pacífica de resolver a crise ucraniana poderiam ser realizadas nessas condições, quando a liderança de Kiev está tentando intimidar a Rússia organizando "atos terroristas".
"Quem negocia com terroristas, e por que eles deveriam ser encorajados pela concessão de uma trégua nas ações militares?", indagou Putin, reiterando que tal cessar-fogo poderia ser usado pela Ucrânia para fazer com que o Ocidente lhe fornecesse ainda mais armas, desde que continuasse sua mobilização forçada e preparasse mais atos terroristas semelhantes aos perpetrados nas províncias de Bryansk e Kursk.
"Que tipo de autoridade podem ter os líderes de um regime completamente corrupto e corruptor? De que competência podem se orgulhar aqueles, por cuja vontade as Forças Armadas da Ucrânia, por exemplo, na província de Kursk, sofreram perdas enormes e absolutamente absurdas?", argumentou, observando que as tropas ucranianas continuam a enfrentar uma derrota após a outra.