Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, prometeu "defender" a Suprema Corte e o ministro Alexandre de Moraes no contexto das ameaças do governo Trump.
"Eu acho que os Estados Unidos precisam apenas compreender que respeito à integridade das instituições de outros países é muito importante", observou, acrescentando que ''um país não pode ficar se intrometendo na vida do outro'', e nem tampouco ficar ''querendo punir um outro país''.
Nesse contexto, o presidente também acusou o parlamentar Eduardo Bolsonaro de coordenar uma campanha ''terrorista'' e ''antipatriótica'' a partir dos Estados Unidos:
''O cidadão é deputado, renuncia ao seu mandato, pede licença ao seu mandato, para ir ficar tentando lamber as botas do Trump e de assessor do Trump pedindo intervenção na política brasileira. Não é possível aceitar isso''.
Entenda:
Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA enviou uma carta a Alexandre de Moraes, repreendendo o ministro em relação à sua ordem que instrui a plataforma Rumble a bloquear contas de usuários específicos. O documento argumenta que, embora Moraes tenha a autoridade para aplicar leis no Brasil, ele não pode exigir que empresas nos Estados Unidos adotem medidas específicas.
No mesmo mês, o secretário de Estado Marco Rubio declarou que há uma "grande possibilidade" de o ministro do STF ser punido com base na Lei Magnitsky.
A afirmação foi feita durante sessão do Comitê de Relações Exteriores da Câmara. O deputado republicano Cory Mills questionou Rubio sobre a possibilidade de sanções a Moraes, ao afirmar que o Brasil passa por um "alarmante retrocesso nos direitos humanos".
Relembre:
Em março de 2025, Eduardo Bolsonaro licenciou-se do mandato e mudou-se para os EUA. Na ocasião, afirmou que buscaria "punições" contra Alexandre de Moraes, acusado por ele de cometer crimes, e que atuaria em favor da anistia de participantes do episódio de 8 de janeiro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro declarou apoio ao filho e agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por acolhê-lo. "Confiscaram meu passaporte, mas meu pensamento está com Donald Trump, que seguirá abraçando o meu filho", disse Bolsonaro.