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CIA em crise: vigilância e cortes dificultam recrutamento de espiões, revela Washington Post

Os avanços em sistemas de monitoramento e vigilância, como tecnologias de reconhecimento facial, e ainda cortes de postos diplomáticos ajudam a enfraquecer a atuação da inteligência norte-americana.
CIA em crise: vigilância e cortes dificultam recrutamento de espiões, revela Washington PostGettyimages.ru / Igor Golovniov / SOPA Images / LightRocket

A CIA está passando por dificuldades para recrutar informantes estrangeiros e "precisa de mais espiões", informou o jornal Washington Post na quarta-feira (28), com base em declarações de funcionários da ativa e aposentados da comunidade de inteligência.

Segundo as fontes, o principal obstáculo é a disseminação de sistemas de vigilância pública e o avanço de tecnologias de reconhecimento facial, que dificultam a movimentação dos agentes sem serem identificados.

O vice-diretor da CIA, Michael Ellis, reconheceu o problema em entrevista recente, afirmando que, embora "algumas das ferramentas e técnicas dos anos 60 ou 70 ainda possam funcionar hoje, muitas delas precisam ser atualizadas e renovadas".

Ainda de acordo com o jornal, outros agentes citaram falhas passadas, como o esforço intenso para recrutar funcionários chineses nos anos 2000, que resultou no desmantelamento da rede pela segurança estatal de Pequim.

A pandemia da COVID-19 também impactou negativamente as operações da agência, ao limitar encontros presenciais com informantes devido a bloqueios e restrições de viagem.

O plano atual do presidente dos EUA, Donald Trump, de fechar 10 embaixadas e 17 consulados para cortar gastos ameaça reduzir ainda mais a presença global da CIA.