O Brasil pode ter um papel na promoção do diálogo entre Rússia e Ucrânia, afirmou o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, na quarta-feira (28), durante visita a Moscou.
Amorim participa da XIII Reunião Internacional de Altos Representantes encarregados de Assuntos de Segurança, que ocorre na capital russa entre os dias 27 e 29 de maio.
"Nós também fizemos, com a China, propostas, digamos, não de parâmetros para a paz, de forma substantiva, mas de parâmetros para discussões reais", declarou o assessor, acrescentando que o Brasil espera "poder ajudar de alguma forma".
Ele voltou a defender a importância do diálogo direto entre as partes envolvidas no conflito.
"Se você tiver conflitos, eles tendem a se espalhar [...] Se houver muito conflito na sociedade, porque há muita fome, muita pobreza, é claro que você também corre o risco de ter conflitos mais amplos", concluiu.
Amorim também mencionou a visita do presidente Lula a Moscou, realizada por ocasião das celebrações do Dia da Vitória sobre o nazismo.
Em encontro no dia 9 de maio, os presidentes do Brasil e da Rússia discutiram o fortalecimento das relações comerciais, a cooperação no setor nuclear e a crise ucraniana.
Durante coletiva de imprensa no dia seguinte, o presidente russo Vladimir Putin agradeceu os esforços de mediação de países que buscam uma solução pacífica para a crise, com destaque para o papel do Brasil.