O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou, nesta quarta-feira (28), que fará tudo para garantir que o gasoduto russo Nord Stream 2 não volte a funcionar.
"Continuaremos a aumentar a pressão sobre a Rússia", afirmou Merz em uma coletiva de imprensa em Berlim.
Em 26 de setembro de 2022, os gasodutos Nord Stream 1 e 2 foram danificados por fortes explosões nas águas das zonas econômicas exclusivas da Suécia e da Dinamarca, após ter sido detectado um vazamento de gás no mar. As autoridades de vários países atribuíram os eventos a um possível ato de sabotagem.
O caráter intencional das explosões foi confirmado durante avaliações posteriores. Uma bomba deixada pelos perpetradores ao lado dos canos não conseguiu detonar.
No final de março, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, enfatizou que a ideia de restaurar os suprimentos de energia interrompidos da Rússia para a Europa não é apenas do interesse dos EUA e da Rússia, mas também dos países europeus. Ele chamou os oponentes dessa medida de "loucos ou suicidas".
Resistência do Ocidente
Mesmo na fase de construção, vários países tentaram obstruir a criação dos gasodutos. Entre eles estavam a Polônia e os países bálticos - Letônia, Lituânia e Estônia - que se opunham ao que chamaram do "aumento da dependência energética da UE em relação à Rússia".
A Ucrânia também rejeitou o Nord Stream, argumentando que perderia a receita potencial do trânsito do gás russo por seu território até a Europa.
A construção do Nord Stream 2 enfrentou ainda mais resistência. Políticos e especialistas europeus e norte-americanos justificaram sua oposição ao novo projeto argumentando que a possibilidade de fornecer gás para a Europa contornando o território da Ucrânia dava a Moscou mais poder para interferir ativamente nos assuntos da Ucrânia, pois privaria Kiev de pagamentos de trânsito, enfraquecendo assim sua economia.
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