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Brasil integra grupo de 20 países que tenta destravar criação do Estado da Palestina

Reunião em Madri discute solução de dois Estados e ocorre em meio à crise humanitária na Faixa de Gaza.
Brasil integra grupo de 20 países que tenta destravar criação do Estado da PalestinaReprodução/Divulgação Redes Sociais

Representantes de 20 países se reuniram no domingo (25), em Madri, capital da Espanha, para debater a criação do Estado da Palestina. O Brasil participou do encontro por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A informação foi divulgada pelo chanceler espanhol, José Manuel Albares Bueno, em publicação nas redes sociais.

Segundo Albares, a reunião teve como foco a busca por uma solução duradoura para o conflito entre Israel e Palestina. "A guerra em Gaza tem que acabar. A situação é desumana e cruel. O povo palestino tem direito à esperança. A via de dois Estados, Palestina e Israel coexistindo em paz e segurança, é a solução. Hoje [domingo], em Madri, 20 países se reuniram para avançar nessa questão", afirmou.

O ministro relembrou que há um ano Espanha, Noruega, Eslovênia e Irlanda reconheceram o Estado da Palestina. "Hoje, em Madri, renovamos nosso compromisso com um Estado palestino viável. Queremos fazer real esse anseio de justiça e paz para o povo palestino", escreveu o chanceler.

A participação do Brasil também foi confirmada pelo Itamaraty pelas redes sociais. O ministério destacou que o debate ocorre em meio a uma "tragédia humanitária" na Faixa de Gaza e reiterou a posição brasileira histórica em defesa da criação do Estado da Palestina e da convivência pacífica com Israel.

Desde o início da guerra entre Israel e o grupo Hamas, em outubro de 2023, o Brasil tem adotado posicionamentos públicos que cobram o cessar-fogo permanente e a entrada contínua de ajuda humanitária à população palestina.

Entre as ações do governo brasileiro estão:

  • Defesa da retirada total das tropas israelenses da Faixa de Gaza;

  • Questionamentos sobre os limites éticos e legais das ações militares conduzidas por Israel;

  • Críticas à estratégia militar do governo Benjamin Netanyahu, considerada um obstáculo para possíveis acordos de paz.