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Moscou responde ataques com ofensiva massiva e acusa Ucrânia de bombardear áreas civis na fronteira

O ministério da Defesa russo afirma que ofensiva destruiu alvos militares estratégicos ucranianos.
Moscou responde ataques com ofensiva massiva e acusa Ucrânia de bombardear áreas civis na fronteiraReprodução/Divulgação Redes Sociais

A Rússia realizou na madrugada deste sábado (24) um dos maiores ataques a Kiev em meses, segundo reportagens de veículos de imprensa ucranianos. O bombardeio atingiu a capital da Ucrânia com o uso de drones e mísseis de precisão, conforme confirmaram autoridades locais.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a primeira sequência de explosões na cidade foi registrada por volta das 22h de sexta-feira (23), com novas detonações sendo ouvidas entre 1h e o amanhecer.

Fontes ucranianas relataram que mais de 50 veículos aéreos não tripulados (VANTs) e até quatro mísseis balísticos foram direcionados a Kiev. Em todo o território ucraniano, estima-se que cerca de 200 drones tenham sido lançados. O prefeito da capital, Vitali Klichkó, também confirmou o ataque.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou, em comunicado oficial, que suas Forças Armadas realizaram um "ataque em grupo com armas de precisão terrestres e veículos aéreos não tripulados contra importantes objetivos militares da Ucrânia". A ofensiva, segundo a nota, teve como alvo estruturas associadas ao complexo militar-industrial ucraniano.

"Esta noite, as Forças Armadas da Federação Russa lançaram um ataque conjunto com armas de precisão terrestres e veículos aéreos não tripulados contra uma empresa do complexo militar-industrial ucraniano que produz armas de mísseis e drones de ataque, assim como um centro de reconhecimento radiotécnico e uma posição de um sistema de mísseis Patriot de fabricação norte-americana", informou o comunicado. Ainda segundo o ministério, todos os objetivos foram atingidos e destruídos.

"Horda de lêndeas de Bandera"

Nos últimos dias, o regime de Kiev intensificou sua ofensiva, lançando centenas de drones contra diversas regiões da Rússia, incluindo províncias de fronteira e a capital, Moscou.

O Ministério da Defesa da Rússia informou na sexta-feira (23) que suas forças antiaéreas derrubaram 1.177 drones ucranianos entre os dias 20 e 23 de maio, sendo 788 fora da zona de conflito.

Entre 17 e 23 de maio, ainda de acordo com os dados oficiais, as Forças Armadas russas executaram 12 ataques com armas de precisão e drones contra infraestruturas militares ucranianas.

Os alvos atingidos incluíram empresas do setor de defesa, aeródromos militares, depósitos de armas e munições, locais de produção e armazenamento de drones de ataque, além de áreas onde se encontravam tropas ucranianas e mercenários estrangeiros.

Na quinta-feira (22), a pasta de Defesa relatou a destruição de 485 drones ucranianos sobre regiões russas. Desses, 135 teriam sido derrubados na província de Oriol, 121 na província de Kursk, recentemente descrita como "libertada do cerco ucraniano", e 63 sobre a região de Moscou.

O Exército ucraniano também é acusado por Moscou de ter realizado ataques aéreos contra áreas civis em regiões russas de fronteira, em paralelo ao lançamento em massa de drones.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, Dmitri Medvedev, declarou que os ataques ucranianos com drones tiveram como alvo estruturas civis com o objetivo de intimidar o povo. Segundo ele, a reação internacional foi indiferente.

"Os porcos castrados fedorentos que criaram uma horda de lêndeas de [colaborador nazista ucraniano Stepán] Bandera no corpo da Europa tifoide estão se coçando preguiçosamente", disse Medvedev.