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'Vão fracassar de novo': Maduro fala com a RT às vésperas das eleições legislativas e regionais

O presidente criticou a mídia "controlada pelo Ocidente" e observou que o pleito terá a participação de 54 partidos políticos e mais de 6500 candidatos, apesar da campanha de boicote da oposição.
'Vão fracassar de novo': Maduro fala com a RT às vésperas das eleições legislativas e regionaisJesus Vargas / Stringer

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, falou nesta quinta-feira (22) à RT sobre a ala da oposição que está promovendo um boicote das eleições legislativas e regionais do próximo domingo:

"Vão fracassar de novo. Já fracassaram muitas vezes. Eles têm a derrota, o fracasso, estampado na testa. E este povo seguirá em frente, governando-se e autogovernando-se", declarou o presidente venezuelano quando perguntado pela RT sobre a campanha abstencionista.

Quanto às características da disputa, afirmou que, ao contrário do que está sendo sito nas redes sociais e na mídia "controlada pelo Ocidente", que "tentam encobrir e ignorar a vitalidade da democracia venezuelana", "54 partidos políticos" e "mais de 6.500 candidatos" estão participando.

Maduro também afirmou que a nova disputa eleitoral "faz parte dos sucessos da resistência revolucionária e anti-imperialista do povo da Venezuela". Trata-se de um evento para consolidar "a estabilidade, a paz e o fortalecimento de uma democracia direta, uma nova democracia", que não se assemelha à "chamada democracia liberal, burguesa, oligárquica, nem à democracia neocolonial que os impérios querem".

"Não, é a democracia do povo rebelde, do povo que fala, diz, decide; do povo valente, como o povo da Venezuela, que carrega em si a rebelião de todo um continente: A América Latina e o Caribe", enfatizou.

Quando perguntado sobre o que virá depois do processo de 25 de maio, disse que "o que está por vir é mais democracia, mais recuperação econômica e social, mais desenvolvimento abrangente", bem como novas eleições. "E é assim que estaremos, de eleição em eleição, com a soberania do povo viva e ativa", acrescentou.