Israel se pronuncia após disparar contra delegação de diplomatas: 'lamentamos qualquer inconveniente'

De acordo com relatos, o Brasil estava representado na delegação internacional.

Nesta quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram um comunicado horas após suas unidades terem disparado contra uma delegação de diplomatas que visitava o campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia.

A instituição militar argumentou que ao invés de seguir o roteiro instruído, visto que a área é ''uma zona de combate ativo'', os membros da delegação desviaram da rota aprovada e entraram em uma área não autorizada. ''Soldados da FDI que operavam na área abriram fogo preventivamente para distanciá-los do local. Não houve feridos'', lê-se na nota.

Ao longo do documento, prometem ordenar que os oficiais da unidade falem ''imediatamente com representantes dos países relevantes'' para prestar maiores esclarecimentos sobre o ocorrido e ''atualizá-los sobre as conclusões da avaliação inicial''.

''As FDI lamentam qualquer inconveniente causado'', conclui-se.

"Violação flagrante e grave do direito internacional"

Mais cedo, as forças israelenses dispararam contra uma delegação com embaixadores e diplomatas de dezenas de países na Cisjordânia. De acordo com a agência WAFA, o Brasil estava representado.

"As forças de ocupação realizaram um ataque massivo dentro do campo de refugiados de Jenin para intimidar a delegação diplomática que está realizando uma visita ao campo para ver a extensão do sofrimento suportado pelos residentes da área", escreveu o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em sua conta no X. 

"Esse ato de agressão constitui uma violação flagrante e extremamente grave do direito internacional e das regras mais básicas das relações diplomáticas consagradas na Convenção de Viena de 1961, que garante a proteção e a imunidade das missões e delegações diplomáticas", acrescentou.

O ministério afirmou que "considera o governo de ocupação israelense totalmente e diretamente responsável por essa agressão covarde e enfatizou que esse crime não ficará impune".