
Israel se pronuncia após disparar contra delegação de diplomatas: 'lamentamos qualquer inconveniente'

Nesta quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram um comunicado horas após suas unidades terem disparado contra uma delegação de diplomatas que visitava o campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia.
A instituição militar argumentou que ao invés de seguir o roteiro instruído, visto que a área é ''uma zona de combate ativo'', os membros da delegação desviaram da rota aprovada e entraram em uma área não autorizada. ''Soldados da FDI que operavam na área abriram fogo preventivamente para distanciá-los do local. Não houve feridos'', lê-se na nota.

Ao longo do documento, prometem ordenar que os oficiais da unidade falem ''imediatamente com representantes dos países relevantes'' para prestar maiores esclarecimentos sobre o ocorrido e ''atualizá-los sobre as conclusões da avaliação inicial''.
''As FDI lamentam qualquer inconveniente causado'', conclui-se.
"Violação flagrante e grave do direito internacional"
Mais cedo, as forças israelenses dispararam contra uma delegação com embaixadores e diplomatas de dezenas de países na Cisjordânia. De acordo com a agência WAFA, o Brasil estava representado.
"As forças de ocupação realizaram um ataque massivo dentro do campo de refugiados de Jenin para intimidar a delegação diplomática que está realizando uma visita ao campo para ver a extensão do sofrimento suportado pelos residentes da área", escreveu o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em sua conta no X.
❗️🇧🇷🇵🇸 Delegação atacada por Israel incluía representantes de diferentes países, incluindo Brasil - agência WafaAs autoridades palestinas descreveram o ataque como uma ''violação flagrante e extremamente grave do direito internacional".▶️Detalhes: https://t.co/O183dOb6MVpic.twitter.com/VynznUSNHj
— RT Brasil (@rtnoticias_br) May 21, 2025
"Esse ato de agressão constitui uma violação flagrante e extremamente grave do direito internacional e das regras mais básicas das relações diplomáticas consagradas na Convenção de Viena de 1961, que garante a proteção e a imunidade das missões e delegações diplomáticas", acrescentou.
O ministério afirmou que "considera o governo de ocupação israelense totalmente e diretamente responsável por essa agressão covarde e enfatizou que esse crime não ficará impune".
