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Paciência de Trump com Netanyahu se esgota e Israel corre risco de isolamento global - The Times

EUA pressionam por fim da guerra em Gaza, enquanto operação militar israelense se intensifica e ameaça relações de Israel com países ocidentais.
Paciência de Trump com Netanyahu se esgota e Israel corre risco de isolamento global - The TimesGettyimages.ru / Kevin Dietsch / Chip Somodevilla

A relação entre o presidente norte-americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu atinge um ponto crítico, com fontes próximas à Casa Branca relatando que a "paciência de Trump está se esgotando" diante da resistência israelense em encerrar o conflito em Gaza, informou o The Times na terça-feira (20).

O desgaste ocorre em meio a pressões internacionais por um cessar-fogo e ameaças de sanções de aliados ocidentais, aumentando a possibilidade de Israel tornar-se um país isolado, alerta a mídia.

Virada de Trump

As fontes do governo norte-americano indicam que "o presidente parecia genuinamente preocupado com o sofrimento dos palestinos no território [de Gaza]", relata o veículo. 

Os relatos vêm após Netanyahu ter autorizado, na semana passada, a entrada de um "fio de ajuda humanitária" em Gaza, após meses de cerco total.

A medida, classificada pela ONU como uma "gota no oceano", foi tomada dias após Trump concluir uma visita a países do Golfo, onde líderes árabes exigiram o fim da guerra, e Trump "se comprometeu a, pelo menos, ajudar as pessoas 'famintas' em Gaza".

O gesto israelense, porém, não foi suficiente, destaca a mídia. Trump, que, segundo uma fonte próxima, "nunca gostou de Netanyahu", tem se mostrado "cada vez mais impaciente" com as manobras do governo de Israel.

Ruptura da aliança?

Mesmo que os veículos de comunicação indiquem que os dois países tenham atingido "um ponto de ruptura", com Trump pressionando Netanyahu e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, acusando Israel de "prolongar a guerra", os Estados Unidos não pretendem abandonar o antigo aliado, afirma o The Times.

A Casa Branca nega que irá "abandonar" o Estado judeu, mas afirma que Trump fará "todo o possível para encerrar o conflito", sobretudo em meio à expansão da nova operação israelense "Carruagens de Gideão" em Gaza.

No entanto, mesmo que o objetivo declarado da operação fosse incitar o Hamas a libertar os reféns, os EUA, assim como a Grã-Bretanha, a França e o Canadá, que ameaçaram Israel com sanções, "estão cientes" de que a operação "poderia ter como objetivo destruir quaisquer edifícios remanescentes no território [de Gaza] para incentivar os moradores a saírem de uma vez por todas", destaca o veículo.