FBI anuncia seu 'veredito' sobre causa da morte de Jeffrey Epstein

O milionário foi encontrado sem vida em sua cela em 2019, após ter sido preso por liderar um escândalo global de pedofilia e tráfico sexual, na qual estariam também envolvidas diversas celebridades.

Em uma entrevista divulgada no domingo (18), a diretoria do FBI indicou a causa da morte de Jeffrey Epstein, que foi encontrado morto em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Manhattan, Nova York (EUA), em agosto de 2019.

O diretor da agência, Kash Patel, e o vice-diretor, Dan Bongino, confirmaram à Fox News que Epstein cometeu suicídio na prisão. 

"Ele cometeu suicídio. Eu vi todo o arquivo, ele cometeu suicídio", ratificou Bongino. Mais tarde, o vice-diretor publicou uma mensagem em sua conta no X na qual insistia: "Não há nenhuma evidência no arquivo do caso em contrário. Não estou pedindo que acreditem em mim ou não. Estou lhe dizendo o que existe e o que não existe. Se surgirem novas provas, terei prazer em reavaliá-las".

O milionário, preso por liderar um escândalo global de pedofilia e tráfico sexual, no qual estariam também envolvidas diversas celebridades, foi encontrado morto com lençóis em volta do pescoço em 10 de agosto de 2019, pouco mais de um mês após sua prisão.

Conforme revelado posteriormente pelas investigações, dois guardas dormiram naquele dia e não verificaram sua cela a cada meia hora, como deveriam fazer, enquanto as câmeras apontadas para o corredor do lado de fora do local onde ele estava preso não estavam funcionando.

A família de Epstein contratou o patologista forense Michael Baden que, após analisar as evidências, concluiu que o tipo de ferimento que ele apresentava era muito mais comum em casos de estrangulamento homicida. No entanto, uma das especialistas forenses envolvidas na autópsia, Barbara Sampson, confirmou que tinha "certeza" de que o milionário havia se enforcado em sua cela.

De acordo com os documentos do tribunal no caso, Epstein criou uma rede de prostituição infantil, e tinha ligações com várias celebridades, incluindo o príncipe britânico Andrew, o investidor bilionário Glenn Dubin, o ex-governador do Novo México Bill Richardson e outras figuras políticas de alto nível.