Maduro agradece Trump por retorno de criança venezuelana separada dos pais

Menina de dois anos foi mantida sob custódia nos EUA por quase um ano após os pais serem deportados por suposta ligação com organização criminosa.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou sua gratidão, nesta quarta-feira (14), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela repatriação de Maikelys Espinoza Bernal, uma menina de dois anos que havia sido separada de seus pais durante uma operação de deportação no ano passado. A criança chegou a Caracas hoje, após passar quase um ano sob os cuidados das autoridades norte-americanas, conforme informado pela Reuters.

O retorno de Maikelys foi possível graças a esforços diplomáticos envolvendo Trump e o enviado especial Richard Grenell, que trabalharam para resolver o impasse. Em um evento no Palácio de Miraflores, Maduro, acompanhado da primeira-dama, Cilia Flores, deu as boas-vindas à criança e à mãe, Yorely Bernal, destacando o ocorrido como um "ato de justiça" e um marco na história recente das relações entre os dois países.

A separação da menina dos pais ocorreu em maio de 2024, quando Maikelys e sua família cruzaram a fronteira entre o México e os Estados Unidos. Durante a operação de deportação, as autoridades americanas mantiveram a criança sob custódia.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o pai da menina, Maiker Espinoza, é um "tenente" da Tren de Aragua, uma gangue prisional venezuelana. Segundo o DHS, ele supervisiona "homicídios, tráfico de drogas, sequestros, extorsão, tráfico sexual e opera uma casa de tortura", embora não tenham sido apresentadas provas para sustentar essas acusações.

Já a mãe da criança é acusada de recrutar jovens mulheres para o tráfico de drogas e a exploração sexual, em benefício da organização criminosa. A família nega a veracidade das acusações.

Maiker foi enviado para a prisão de segurança máxima CECOT, em El Salvador, e a mãe foi deportada para a Venezuela em abril deste ano.