Notícias

Ursula von der Leyen implicada em escândalo sobre aquisição de vacinas

A 'Rainha Ursula' foi considerada responsável por reter deliberadamente informações sobre contratos concedidos para a compra de vacinas contra o coronavírus COVID-19 de 2021 a 2023.
Ursula von der Leyen implicada em escândalo sobre aquisição de vacinasGettyimages.ru / Justin Tallis - WPA Poo

O Tribunal de Justiça da UE em Luxemburgo decidiu que a Comissão Europeia violou as regras de transparência ao ocultar dos jornalistas mensagens de texto entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o CEO da Pfizer, Albert Bourla, sobre a aquisição de vacinas contra o coronavírus para países da UE no auge da pandemia, informou a Euronews na quarta-feira (14), citando sentença publicada pelo tribunal.

A presidente da CE discutiu com o chefe da empresa as disposições dos contratos para a compra de vacinas para a UE no valor de mais de 30 bilhões de euros.

"O tribunal reconheceu que os argumentos do reclamante são bem fundamentados", informou a decisão do tribunal. A Comissão Europeia tem dois meses para recorrer da sentença da Corte

Anteriormente, o Tribunal de Justiça Europeu emitiu uma decisão afirmando que a Comissão Europeia não forneceu acesso público suficiente aos contratos de compra de vacinas contra o coronavírus.

Em 1º de abril, o Politico informou que promotores belgas entregaram ao gabinete do promotor da UE uma investigação criminal sobre a compra de vacinas contra o coronavírus da empresa norte-americana Pfizer pela chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O 'escândalo' de von der Leyen

Em 2021, o The New York Times revelou que von der Leyen e o CEO da empresa farmacêutica norte-americana Pfizer, Albert Bourla, supostamente discutiram o maior contrato de aquisição de vacinas da história da União Europeia por SMS. O acordo envolvia a compra de até 1,8 bilhão de doses da vacina contra COVID-19 a partir da primavera de 2021, avaliado na época em 35 bilhões de euros.

Em abril de 2023, Baldan apresentou uma queixa contra von der Leyen na promotoria pública de Liège por "usurpação de funções e título""destruição de documentos públicos" e "corrupção". Entre outras denúncias, ele acusou a presidente da Comissão Europeia de se recusar a tornar as mensagens públicas, segundo a imprensa belga.

Um escândalo eclodiu na UE sobre o descarte de mais de 200 milhões de doses de vacinas não utilizadas em 2022-2023, custando ao orçamento 4 bilhões de euros. Apesar disso, a UE é forçada por contrato a continuar adquirindo vacinas da Pfizer até 2027. Polônia e Hungria se recusaram a comprar alegando não haver mais necessidade, mas a farmacêutica processou os dois países.

O marido de Ursula von der Leyen é o diretor médico da Orgenesis, que está desenvolvendo a "supervacina" BioShield, apoiada pela Pfizer. Em 2021, a receita da empresa cresceu 364%, gerando suspeitas de conluio. Von der Leyen acabou sendo acusada de obter dividendos ilegais, destruir documentos administrativos e usurpar o poder.