Custo astronômico e gasto de armamentos estratégicos em operação militar contra Houthis causa preocupação no Pentágono

Mesmo tendo gastado mais de US$1 bilhão para combater o movimento iemenita, não foram alcançados os resultados esperados, aponta a mídia norte-americana.

A operação militar dos Estados Unidos contra os Houthis do Iêmen teve um custo "absurdo" de mais de US$ 1 bilhão no primeiro mês da campanha, revelou, na segunda-feira (12), o The New York Times citando autoridades norte-americanas.

Segundo o veículo, as Forças Armadas dos EUA enviaram dois porta-aviões, bombardeiros B-2 e jatos de combate, bem como os sistemas de defesa aérea Patriot e THAAD, que consumiram armas e munição em um ritmo extremamente dispendioso.

Foram utilizadas tantas munições teleguiadas de alta precisão, especialmente as mais avançadas e de longo alcance, que alguns responsáveis pelo planejamento de contingência no Pentágono ficaram preocupados com uma possível falta de estoque e com as implicações que isso poderia gerar para outras eventuais operações militares americanas.

Os funcionários do governo revelaram que, após o primeiro mês, Trump exigiu um relatório sobre os progressos da operação, contudo, como o jornal observa, "não foram alcançados" os resultados esperados, já que Washington nem sequer conseguiu estabelecer a superioridade aérea sobre os houthis.

Em vez disso, o que se viu foi "mais uma intervenção militar americana altamente custosa, mas inconclusiva, na região", na qual os EUA perderam muitos drones MQ-9 Reaper, enquanto que os ataques a navios de guerra no Mar Vermelho continuaram de forma ininterrupta, acrescenta o veículo.

Enquanto isso, o Pentágono alegou que seus ataques atingiram mais de mil alvos, incluindo várias instalações de comando e controle, sistemas de defesa aérea, instalações de fabricação de armas avançadas e armazéns, além da eliminação de mais de uma dúzia de líderes do movimento rebelde.

Fim da operação?

Na terça-feira passada (6), Trump prometeu encerrar os ataques ao território iemenita, argumentando que os houthis "não querem mais lutar", que seus líderes garantiram que "não atacarão mais navios" e que, além disso, "capitularam".

Já o movimento iemenita esclareceu que "o acordo não inclui Israel, de forma alguma", e se refere apenas a ataques militares contra os Estados Unidos. Muhammad Al Bakhiti, membro do gabinete político Houthi, afirmou que as operações militares do grupo em apoio à Gaza continuam, especificando que apenas os navios "com destino a Israel" serão alvos.

Quem são os Houthis, o poderoso e crescente movimento rebelde do Iêmen? Leia em nosso artigo.