Houthis ameaçam EUA com resposta 'dolorosa' caso decidam retomar ataques

O povo iemenita "rechaça a submissão e a servidão e não retrocederá nem se renderá, não importando as repercussões", declarou o porta-voz militar do grupo iemenita.

O Exército iemenita prometeu responder com fortes ataques, caso Washington retome os bombardeios contra o país, anunciou nesta quarta-feira (7) o porta-voz dos Houthis, o general de brigada Yahya Saree.

"As Forças Armadas Iemenitas afirmam que não hesitarão em entregar golpes duros e dolorosos ao inimigo americano, caso ele resolva resumir suas agressões contra o nosso país", declarou, em nota divulgada em seu Telegram.

Além disso, o general destacou que o povo iemenita está em uma "posição legítima". "Rechaçam a submissão e a servidão, e não irão retroceder nem se renderem, independente das repercussões", acrescentou.

O porta-voz informou que as forças do Iêmen de veículos aéreos não tripulados efetuaram duas operações militares.

A primeira, realizada por dois drones, teve como alvo o aeroporto internacional Ramon, no sul e Israel. A segunda atingiu "um objetivo vital" israelense na regiao ocupada de Yafa, através de um avião não tripulado.

Anteriormente ao anúncio do cessar-fogo norte-americano contra o Iêmen, as forças navais e de veículos aéreos não tripulados realizaram uma "operação militar específica" contra o porta-aviões dos EUA USS Harry Truman, e vários navios e guerra ao norte do mar Vermelho, utilizando um míssil balístico e drones.

O ataque resultou na frustração de uma ofensiva aérea norte-americana contra o Iêmen, enquanto foi informado a perda de um caça F-18 dos EUA. "O porta-aviões norte-americano Truman fugiu para o extremo norte do mar Vermelho", acrescentou o porta-voz.

Quem são os Houthis, o poderoso e crescente movimento rebelde do Iêmen? Leia em nosso artigo.