O porta-aviões chinês Shandong realizou duas incursões inesperadas ao norte das Filipinas, onde o país conduz exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, em uma possível "demonstração de força", informou o jornal South China Morning Post nesta quarta-feira (30).
A embarcação, acompanhada por seis destróieres e fragatas e duas unidades de apoio, foi avistada pela primeira vez pela Marinha filipina na terça-feira da semana passada, a cerca de 185 quilômetros de Luzon, maior ilha do país.
O Shandong foi posteriormente visto a 789 quilômetros do Japão, antes de retornar pelo Estreito de Luzon, sendo novamente detectado pelas Filipinas no sábado (26).
A movimentação ocorreu cerca de 24 horas após o início do Balikatan, exercício anual entre Filipinas e Estados Unidos que dura três semanas e inclui "cenários de batalha em grande escala".
Recado para Manila e Washington
Para Collin Koh, professor da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam, de Cingapura, a presença do porta-aviões representa "certamente uma demonstração de força à luz de Balikatan, quando eles estão realizando exercícios relacionados a técnicas antinavio".
"Isso foi feito para sinalizar que, independentemente do que os filipinos e os americanos estejam fazendo para conduzir a negação do mar nessas passagens, a marinha [chinesa] ainda forçará sua passagem em um conflito", afirmou Koh.
O analista Malcolm Davis, do Australian Strategic Policy Institute, disse que "ao operar próximo às Filipinas, Pequim está enviando uma mensagem a Manila, exibindo seu poder naval de forma assertiva".