
Vencedor do Nobel de física alerta: a IA pode provocar a extinção da humanidade

O cientista britânico Geoffrey Hinton, um dos maiores nome da história da inteligência artificial (IA), alertou, no sábado (26), em entrevista à CBS para o avanço acelerado das tecnologias e suas possíveis consequências.

Hinton mostrou otimismo quanto ao potencial da IA para transformar áreas como educação e medicina, além de ajudar no enfrentamento das mudanças climáticas. No entanto, estimou que há um risco de 10% a 20% de que a tecnologia possa escapar do controle humano.
"A melhor maneira de entender isso emocionalmente é pensar que é como ter um filhote de tigre bonitinho. A menos que você tenha certeza de que ele não vai querer matá-lo quando crescer, você deve se preocupar", disse o ganhador do Nobel de Física.
"As pessoas ainda não entenderam, ainda não compreenderam o que está por vir", acrescentou Hinton, sobre o futuro da IA.
O Prêmio Nobel de Física criticou as big techs por priorizarem o lucro em detrimento da segurança:
"Se observarmos as ações dessas corporações, notamos que elas estão pressionando por menos regulamentação da IA. Praticamente não há normas em vigor, e elas desejam ainda menos", afirmou.
O cientista defendeu que essas companhias destinem cerca de um terço de sua capacidade de processamento para pesquisas focadas em segurança, uma proporção muito superior à atual.
Em declarações anteriores, Hinton já havia alertado para os riscos que a IA representa para a humanidade caso a segurança na criação da Superinteligência Artificial (ASI) não seja levada a sério.
Para ele, a tecnologia poderia provocar a extinção humana, se utilizada –, por exemplo – para desenvolver vírus letais e armas devastadoras.

