O Paquistão ordenou nesta quinta-feira (24) o fechamento do espaço aéreo do país para empresas de aviação indianas, em retaliação à decisão da Índia de expulsar diplomatas paquistaneses em resposta a um ataque de militantes que deixou 26 turistas mortos na região fronteiriça entre os países. As informações são da imprensa local.
De acordo com as informações, o governo paquistanês "rejeita veementemente" a suspensão por parte da Índia de um acordo crítico de compartilhamento de água, sugerindo que consideraria "qualquer tentativa de impedir ou desviar a água pertencente ao Paquistão" como um "ato de guerra".
''A suspensão imprudente do Tratado das Águas do Indo pela Índia é um ato de guerra pela água; uma ação covarde e ilegal. Cada gota é nossa por direito, e nós a defenderemos com força total - legal, política e globalmente'', escreveu o ministro da energia paquistanês.
"Pior ataque contra civis" em quase duas décadas
A mais recente crise diplomática entre os países foi consequência de um ataque transfronteiriço de militantes que matou 26 civis em Jammu e Caxemira, conforme denunciado pelo Ministério das Relações Exteriores indiano. O ataque foi descrito pela mídia britânica como o "pior ataque contra civis na Índia desde os atentados com bombas espalhadas em Mumbai, centro financeiro da Índia, em 2008. Na ocasião, os atentados resultaram em mais de 150 mortes.
Entre as medidas de retaliação anunciadas por Nova Delhi, consta a declaração dos conselheiros de defesa do Alto Comissariado do Paquistão como persona non grata e a redução do quadro de diplomatas paquistaneses. Além disso, a Índia ordenou o fechamento do único ponto de trânsito terrestre e suspensão do acordo crítico de compartilhamento de água.