Os países europeus querem preservar na Ucrânia um regime semelhante ao atual e, para isso, instalar 'um novo semiführer', declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
Durante uma entrevista ao jornal russo Kommersant, divulgada nesta segunda-feira (14), o chanceler destacou que "a abordagem russofóbica está consagrada na legislação ucraniana. 'Ninguém fala sequer em eleições.' Agora, no entanto, os norte-americanos disseram: 'é preciso realizar eleições'. Mas a Europa fará tudo o que for possível para que o regime não mude em essência", afirmou.
"Os países europeus encontrarão algum novo semiführer, que será menos dependente de certas substâncias, mas a essência do regime permanecerá", sustentou Lavrov.
Em sua visão, todas as propostas sobre o envio de forças de paz para a Ucrânia, promovidas pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, "partem da suposição de que isso é necessário para preservar ao menos um pedaço de terra onde sobreviver o regime nazista, abertamente russofóbico, moldado para preparar outra guerra contra a Rússia, como foi feito com os Acordos de Minsk".
- O mandato de Vladimir Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, deixando, a partir de então, há questionamentos a legitimidade de seu governo. Zelensky suspendeu as eleições presidenciais, alegando como justificativa a lei marcial e a mobilização geral decretada em razão do conflito militar com a Rússia.
- Em março, Steve Witkoff, enviado especialmente do presidente dos EUA para o Oriente Médio, declarou que a Ucrânia havia aceitado a realização de eleições presidenciais. Na semana passada, foi informado que os preparativos para o pleito já foram obtidos.
- Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no final de março que a possibilidade de formar um governo provisório na Ucrânia poderia ser debatida sob os auspícios da ONU, junto aos Estados Unidos, países europeus e parceiros da Rússia.