Em uma coluna publicada nesta terça-feira (7) no jornal norte-americano The Washington Post, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que uma solução militar para o conflito com os Estados Unidos não está nos planos de Teerã. Segundo ele, a prioridade do país é retomar o diálogo e evitar uma escalada nas tensões regionais.
''Para seguir em frente hoje, primeiro precisamos concordar que não pode haver uma opção militar, muito menos uma solução militar'', disse Abbas Araghchi.
A fala ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações ''indiretas'' entre iranianos e norte-americanos, prevista para acontecer no Omã, no sábado.
Araghchi afirmou que expandir a presença militar dos EUA no Oriente Médio representa um risco para os soldados americanos que estarão ''longe de casa'' e implicaria em um gasto de ''trilhões de dólares'' dos contribuintes norte-americanos. Segundo ele, essa estratégia não contribui para uma solução diplomática e será firmemente rejeitada pelo Irã, que considera inaceitáveis quaisquer formas de pressão ou imposição externa.
''O Irã reafirma que, sob nenhuma circunstância buscará, desenvolverá ou adquirirá quaisquer armas nucleares'', declarou o funcionário de alto escalão.
Acordo da Paz
O ministro iraniano Abbas Araghchi afirmou que esta é uma oportunidade para que o povo dos Estados Unidos tenha um ''presidente da paz'', mas ressaltou que essa decisão caberá a Donald Trump.
Para ele, a melhor escolha seria uma ''resolução diplomática genuína''. No entanto, advertiu que, caso Washington opte por caminhos mais agressivos ou militares, o povo iraniano responderá de forma unificada e firme à linguagem da força e da ameaça.
Economia aberta
Abbas Araghchi destacou que o Irã está aberto a parcerias econômicas e pronto para receber empresas de diversos países. Segundo ele, a percepção dos EUA de que a economia iraniana é isolada e fechada está equivocada.
''São as administrações dos EUA e os impedimentos do Congresso, não o Irã, que mantiveram as empresas americanas longe da oportunidade de um trilhão de dólares que o acesso à nossa economia representa'', complementa Abbas.