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Rússia aponta limitações em proposta dos EUA: 'Não podemos aceitar isso como está'

O vice-ministro das Relações exteriores russo destacou que a proposta não contempla a principal demanda de seu país.
Rússia aponta limitações em proposta dos EUA: 'Não podemos aceitar isso como está'Legion-media.ru / Gavriil Grigorov/Kremlin Pool/Alamy Live News

O governo russo afirmou que considera as propostas dos Estados Unidos para um acordo na Ucrânia, mas não pode aceitá-las na forma atual. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, em entrevista à revista International Affairs, divulgada nesta terça-feira (1).

Ryabkov explicou que os modelos sugeridos pelos EUA buscam viabilizar um cessar-fogo inicial. Entretanto, ele ressaltou que tais propostas não contemplam a principal demanda da Rússia: a resolução das causas profundas do conflito.

"Isso está completamente ausente e deve ser superado", afirmou o diplomata. Segundo ele, Moscou possui prioridades e abordagens próprias, cuidadosamente elaboradas, incluindo nas recentes negociações realizadas em Riade.

Negociações para cessar-fogo

Em 18 de março, os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump conversaram por telefone. Durante o diálogo, Putin respondeu positivamente à sugestão de suspender ataques a instalações de infraestrutura energética por 30 dias e e deu a ordem correspondente ao Ministério da Defesa. Posteriormente, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, declarou apoio à proposta.

No dia 24 de março, representantes da Rússia e dos Estados Unidos se reuniram em Riade para discutir a questão. O resultado do encontro foi um acordo preliminar para evitar ataques a determinadas instalações energéticas, incluindo refinarias de petróleo, gasodutos, subestações elétricas, usinas nucleares e barragens.

Entretanto, as Forças Armadas ucranianas descumpriram o acordo e horas após a conversa entre Putin e Trump, militares do país atacaram a estação de bombeamento de petróleo de Kavkazskaya, na região de Krasnodar, em um dos primeiros ataques a instalações energéticas russas após a negociação.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que essas ações demonstram a falta de capacidade de negociação do governo ucraniano.