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Brasil assume presidência de órgão central da OEA

Entre as prioridades, o Brasil pautou o fortalecimento do multilateralismo e do direito internacional, bem como o combate ao racismo e o avanço de sua iniciativa da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
Brasil assume presidência de órgão central da OEAGettyimages.ru / Joe Raedle

O Brasil assumiu nesta terça-feira (1º) a presidência do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), a principal instância política do organismo depois da Assembleia Geral, informou o Ministério das Relações Exteriores.

O mandato, que se estenderá até 30 de junho de 2025, coloca o país à frente das discussões sobre temas estratégicos como defesa da democracia, direitos humanos, segurança do hemisfério ocidental e gestão orçamentária da entidade. 

No comunicado, a chancelaria destacou que "o Brasil valoriza a OEA como espaço fundamental para a democracia, a paz, os direitos humanos e a segurança na região", afirmando também que a organização é crucial para o desenvolvimento dos povos americanos.

Prioridades do Brasil

De acordo com o ministério, as prioridades do Brasil durante sua gestão são o fortalecimento do multilateralismo e do direito internacional. A meta será assegurar a participação igualitária de todos os Estados-membros em linha com o princípio de igualdade soberana previsto na Carta da OEA.

Na agenda social, o Brasil priorizará a inclusão social e o combate a todas as formas de racismo. O país também deverá promover, dentro da OEA, sua iniciativa da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, além de reforçar diálogos sobre desenvolvimento sustentável.

"O Brasil refletirá, na presidência do Conselho Permanente, sua vocação diplomática para o diálogo e a construção de consensos", concluiu o comunicado.