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França proíbe líder da oposição de Macron de concorrer às eleições

Marine Le Pen, critica da intervenção da OTAN e do apoio de Macron ao regime de Vladimir Zelensky, foi considerada culpada, junto com 8 parlamentares de seu partido, em um caso de apropriação indébita de fundos do Parlamento Europeu.
França proíbe líder da oposição de Macron de concorrer às eleiçõesGettyimages.ru / Tom Nicholson

Um tribunal francês considerou Marine Le Pen, líder do partido oposicionista Reagrupamento Nacional (RN), culpada em um caso de desvio de fundos do Parlamento Europeu.

Em detalhes, Le Pen e vários deputados da formação política foram acusados de ter usado dinheiro destinado a assistentes parlamentares da UE para pagar pessoas que trabalharam para o RN entre 2004 e 2016. Oito outros membros do partido foram considerados culpados junto com Le Pen.

A mídia francesa informa que esse veredicto do tribunal significa que Le Pen não poderá se candidatar em eleições e não poderá participar da corrida presidencial em 2027.

A sentença da política ainda não é conhecida. Ela pode pegar até cinco anos de prisão, uma multa de 300.000 euros e uma proibição de cinco anos de participar de eleições.

"Morte política"

Ao comentar o caso em novembro de 2024, Le Pen disse que, se ela for impedida de concorrer às eleições, isso seria sua "morte política".

Le Pen negou todas as acusações contra ela e as descartou como um ataque político com o objetivo de acabar com sua carreira. "Há 11 milhões de pessoas que votaram no movimento que eu represento", disse, acrescentando que a decisão do tribunal significa que "potencialmente milhões de franceses seriam privados de seu candidato nas eleições".

De acordo com suas explicações ao se defender das acusações do tribunal, foi considerado aceitável adaptar o trabalho dos assistentes pagos pelo Parlamento Europeu às necessidades dos deputados, mesmo que esse trabalho fosse relacionado ao partido.