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Cuba classifica ações de Israel em Gaza como 'genocídio calculado'

O ministro das Relações Exteriores do país afirmou que Israel assassinou mais de 50 mil jovens durante o conflito, além de ter lançado 670 ataques contra instalações ligadas à saúde.
Cuba classifica ações de Israel em Gaza como 'genocídio calculado'Legion-media.ru / Lev Radin/Pacific Press

Nesta quinta-feira (27), Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, criticou as mortes em Gaza, classificando-as como um "genocídio" cometido por Israel.

Em sua publicação no X, Rodríguez afirmou que Israel deve encerrar o massacre o quanto antes, observando que ele já resultou em 50.144 mortes, sendo 31% delas de crianças, o que representa cerca de 16.000 vítimas.

Ele também pontuou que mais de 113.704 pessoas ficaram feridas, com 30% desses sendo menores de idade, o que equivale a aproximadamente 34.111.

De acordo com o chanceler cubano, foram realizados ''670 ataques contra o setor da saúde''.

Segundo o último relatório do Ministério da Saúde de Gaza, 62 pessoas foram assassinadas nas últimas 24 horas, e mais de 100 ficaram feridas. Na madrugada desta quinta-feira, mais de 30 mortes foram registradas nas áreas de Khan Yunis e Rafah.

ONU

O Representante Permanente de Cuba na Organização das Nações Unidas (ONU), Rodolfo Benítez Verson, criticou as ações de Israel contra Gaza e pediu um cessar-fogo imediato, além da entrada irrestrita de ajuda humanitária no território, durante a 58ª sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH), realizada na quarta-feira (26).

"O povo irmão palestino sempre pode contar com o firme apoio e a solidariedade da ilha", pontuou o embaixador em nota divulgada pela agência teleSUR.

Para promover a paz no Oriente Médio, especialmente na Palestina, o emissário defende a entrada do país "como um Estado-membro das Nações Unidas".