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UE adotou técnicas de propaganda do Terceiro Reich, afirma inteligência russa

O chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia acredita que a UE esteja implantando na cabeça dos jovens a ideia de que Moscou "nunca foi a vencedora sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial".
UE adotou técnicas de propaganda do Terceiro Reich, afirma inteligência russaGettyimages.ru / Bettmann

A liderança da União Europeia está usando técnicas de propaganda do Terceiro Reich para intimidar os cidadãos europeus com a suposta "ameaça" russa, afirmou Sergey Naryshkin, diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR).

Tal qual o Ministério da Educação Pública e Propaganda de Joseph Goebbels, a Direção Geral de Comunicação da Comissão Europeia elaborou "um plano para uma campanha centralizada para implantar narrativas russofóbicas persistentes na consciência pública", de acordo com a declaração do SVR.

Segundo Naryshkin, a estratégia busca convencer os cidadãos europeus de um suposto "perigo existencial" emanado da Rússia, cuja única solução seria a completa destruição do Estado russo. A "lavagem cerebral" é realizada estimulando os instintos humanos mais básicos e, ao mesmo tempo, provocando espanto com as "aspirações agressivas do inimigo" que seriam representados por Moscou, além de um desprezo presunçoso por ele, de acordo com Naryshkin.

Para implementar essa agenda, a Diretoria Geral de Comunicação pretende garantir que a questão russa seja "adequadamente apresentada" na mídia europeia. Durante um recente briefing em Bruxelas, conforme relatado, os comunicadores receberam orientações para preparar a sociedade europeia de forma mais ativa para o fim dos "anos de vacas magras" e a necessidade de "apertar os cintos".

Além disso, conforme destacou o chefe do SVR, as diretrizes do departamento visam "incutir nas mentes e corações" dos europeus a noção de que a Rússia seria "uma potência de segunda categoria, sem legitimidade para impor seus termos à Europa".

Segundo Naryshkin, a estratégia inclui uma reescrita tendenciosa da história do século XX, especialmente junto às novas gerações, promovendo a falsa narrativa de que Moscou "nunca foi a verdadeira vencedora sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial".

O chefe da agência comparou tais táticas ao princípio de J. Goebbels — "quanto maior a mentira, mais fácil será sua aceitação" —, sugerindo que essa lógica "enraizou-se profundamente" entre os burocratas europeus.

Dessa forma, cria-se a impressão de que Bruxelas se cansou de seu próprio discurso falacioso sobre democracia e liberdade de expressão ao adotar abertamente os métodos nazistas de manipulação da consciência em massa, resume o SVR.