
BRICS bate recorde em Investimento estrangeiro e amplia influência global

Os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) registraram um grande aumento nos investimentos estrangeiros nas últimas duas décadas, passando de US$ 84 bilhões em 2001 para US$ 357 bilhões em 2021, segundo um estudo encomendado pelo BRICS Think Tank Council (BTTC).
De acordo com o relatório, os principais fatores para o crescimento do bloco foram:
- Desenvolvimento industrial e tecnológico da China e da Índia;
- Demanda por commodities do Brasil, da Rússia e da África do Sul;
- Criação do Novo Banco de Desenvolvimento
O PIB combinado dos BRICS já representa 39% do PIB mundial, com a China respondendo por 69% desse total. As exportações entre os países do bloco somaram US$ 5,9 trilhões em 2022, impulsionadas principalmente pelas indústrias chinesa e indiana, informou a teleSUR.
Brasil em destaque

Desde 2015, o Brasil tem fortalecido seu comércio com os países do BRICS, com um crescimento de 40%. Esse avanço também se reflete no aumento dos investimentos, com expectativa de que o país registre um recorde de US$ 91 bilhões em Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) até 2024. A combinação desse crescimento com parcerias estratégicas reforça a posição do Brasil como peça fundamental no bloco, ampliando sua relevância econômica no cenário global.
Novo Banco de Desenvolvimento
Desde sua criação, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) aprovou US$ 32 bilhões em projetos voltados para infraestrutura sustentável, consolidando-se como um pilar do crescimento dentro do bloco.
Redução de transações em dólar
Os pagamentos em moedas locais entre os países do BRICS cresceram 210% desde 2020, reduzindo a dependência do dólar. Essa mudança ajudou a Rússia a contornar sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Sucesso mundial
Em 2023, o BRICS ampliou sua influência ao incorporar cinco novos membros: Arábia Saudita, Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. Com essa expansão, o bloco passou a representar mais de 40% da população mundial e cerca de 39% do PIB global, segundo a Agência Brasil.
A projeção é que, até 2030, o BRICS supere 50% do PIB global, consolidando-se como um dos principais polos econômicos mundiais, com influência crescente nos mercados de energia e em outras áreas estratégicas, informou o Monitor Mercantil.
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