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Hungria: 'A maioria dos líderes europeus quer que essa guerra continue' na Ucrânia

Em uma entrevista exclusiva à RT, o ministro das Relações Exteriores da Hungria disse que o prolongamento do conflito é uma tentativa de evitar assumir a responsabilidade por estratégias fracassadas, algo que a UE será forçada a fazer quando a guerra terminar.
Hungria: 'A maioria dos líderes europeus quer que essa guerra continue' na Ucrânia

A maioria dos países-membros da União Europeia está prolongando ativamente o conflito na Ucrânia, denunciou o ministro das Relações Exteriores da Hungria , Peter Szijjarto, em entrevista exclusiva à RT. Em contrapartida, a Hungria e alguns aliados minoritários defendem o início imediato das negociações de paz.

"A maioria dos líderes europeus liberais, a maioria dos que estão em Bruxelas, quer que essa guerra continue", disse, afirmando que o objetivo deles é evitar a responsabilização por estratégias fracassadas, algo que eles terão que fazer quando o conflito terminar.

"Esses líderes políticos adotaram uma estratégia muito ruim nos três anos desde o início da guerra. Essa estratégia trouxe muito perigo e muitos danos à Europa, do ponto de vista da segurança e também do ponto de vista econômico", afirmou.

O chanceler disse que a Hungria se viu repetidamente isolada dentro da UE por causa de sua posição pró-diálogo com a Rússia, argumentando que as negociações são a única maneira de parar a guerra. A eleição de Trump, segundo ele, mudou o jogo, "porque a administração anterior dos EUA era a favor da guerra, enquanto o presidente Trump é a favor da paz".

Szijjarto também enfatizou que a estabilidade da Europa Central está intrinsecamente ligada à relação entre os EUA e a Rússia, destacando que "boas relações entre a Rússia e os Estados Unidos são boas notícias do ponto de vista da segurança global". "E acho que a esperança de que a paz retorne à Europa Central está mais próxima agora do que jamais esteve durante esses três anos", acrescentou.