
Novos detalhes do roubo da privada de ouro chamada 'America'

O Tribunal da Coroa de Oxford julgou nesta semana um caso digno de Hollywood: o roubo do vaso sanitário de ouro "America", uma obra de arte avaliada em mais de US$ 6 milhões, levada em 2019 do Palácio de Blenheim, mesma mansão onde nasceu Winston Churchill, informou a agência AP na terça-feira (18).

Após o julgamento, um júri considerou Michael Jones, de 39 anos, culpado pelo crime. Ele havia visitado o palácio um dia antes do roubo para inspecionar a peça e chegou a usar o banheiro. Apesar de negar envolvimento, provas apresentadas contra ele, incluindo fotografias e registros telefônicos, o ligaram diretamente ao caso.
Jones não agiu sozinho. Fred Doe, de 36 anos, também conhecido como Frederick Sines, foi condenado por conspiração para vender o objeto. O mentor do assalto, James Sheen, 40, já havia admitido os crimes de roubo, conspiração e lavagem de dinheiro. O joalheiro Bora Guccuk, 41, foi absolvido das acusações.
Como foi roubado um banheiro de uma mansão histórica?
Na madrugada de 14 de setembro de 2019, um grupo de pelo menos três ladrões, armados com marretas e pés de cabra, invadiu o Palácio de Blenheim e, em menos de cinco minutos, quebraram uma janela, arrancaram o vaso sanitário do encanamento – o que causou um alagamento – e fugiram. Câmeras de segurança registraram a ação enquanto carregavam a peça em um veículo.
A obra, criada por Maurizio Cattelan como uma sátira mordaz à riqueza, já foi uma das atrações do Museu Guggenheim, em Nova York. Depois de desaparecer sem deixar rastros, a acusação teme que ela tenha sido derretida e vendida como metal.