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Moscou: Kiev violou cessar-fogo contra infraestrutura energética

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, relembrou que Vladimir Zelensky havia concordado poucas horas antes com a ideia de não atacar objetivos energéticos.
Moscou: Kiev violou cessar-fogo contra infraestrutura energética

O cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, proposto anteriormente pro Donald Trump, já foi violado pelo regime de Kiev, declarou esta quinta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

"O cessar-fogo proposto pelo presidente dos EUA já foi violado pelo regime de Kiev. Como o lado americano lidará com essa escória terrorista insana, como eles vão trazê-los de volta a algum tipo de estabilidade e direção - essa é uma grande questão", afirmou a funcionária a Pervy Kanal.

Ao mesmo tempo, ela enfatizou que após a conversa telefônica entre os líderes russo e norte-americano nessa terça-feira, o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, anunciou que "estava de acordo com uma formulação semelhante a do presidente americano de um cessar-fogo à instalações energéticas". "Exatamente no mesmo dia, na noite do dia 19 para o dia 20 de março, o regime de Kiev atacou exatamente uma instalação energética internacional. O regime de Kiev atacou infraestruturas civis internacionais", destacou Zakharova.

"Poderia se dizer que talvez não tenham sido eles, talvez não tenha sido o regime de Kiev, talvez tenha sido uma provocação", continuou a porta-voz, enfatizando que os ucranianos "admitiram que foram eles".

Na madrugada dessa quarta-feira, a Ucrânia atacou uma instalação de infraestrutura energética da Rússia, localizada em Kavkazskaya, responsável "pelo envio de petróleo por vagões-tanque ferroviários para o sistema de óleodutos da empresa internacional de transporte de petróleo Consórcio de Oleodutos do Cáspio", comunicou o Ministério da Defesa da Rússia.

Kiev realizou o ataque após o presidente russo, Vladimir Putin, aceitar a proposta de seu homólogo norte-americano de introduzir um cessar-fogo de 30 dias à ataques contra a infraestrutura energética russa e ucraniana, dando ordens correspondentes ao Ministério da Defesa. Durante a conversa telefônica entre Putin e Trump, aquele destacou "os graves riscos associados à incapacidade de negociação do regime de Kiev, responsáveis por sabotar e violar repetidamente os acordos alcançados".