
Putin aprova novas regras para ucranianos na Rússia

Ucranianos que vivem na Rússia sem documentos de residência válidos têm menos de seis meses para legalizar sua estadia ou deixar o país, de acordo com um decreto assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira (20).
Cidadãos ucranianos que se registrarem no Ministério do Interior russo por meio de registro médico obrigatório, fotografia e coleta de impressões digitais não serão responsabilizados por violar as regras de permanência na Rússia até 10 de setembro, de acordo com a ordem.
Entre os motivos legítimos para residência estão emprego legal ou matrícula em um programa educacional russo. O decreto entrou em vigor com efeito imediato.

O Ministério da Saúde da Rússia foi encarregado de fornecer aos migrantes indocumentados da Ucrânia um exame médico e registro antes da data limite. O processo padrão de visto russo exige um teste médico para provar a ausência de uso ilegal de drogas e doenças sexualmente transmissíveis, como HIV.
Além disso, a decisão se aplica a todos os cidadãos estrangeiros e apátridas na região de Zaporozhye, na região de Kherson e nas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que se juntaram à Rússia no outono de 2022. Todas essas pessoas devem passar por exames médicos para confirmar a ausência de uso de drogas ilegais e HIV antes de 10 de junho, afirma o decreto.
Mais de 3,5 milhões de pessoas nas novas regiões da Rússia receberam seus passaportes russos, informou o Ministério do Interior no início deste mês. Fontes ucranianas estimam a população total pré-guerra das regiões em cerca de 8,8 milhões.
No final de 2024, cerca de 740.000 migrantes sem documentos residiam na Rússia, de acordo com o Ministério do Interior.
Mais de 5,3 milhões de ucranianos fugiram para a Rússia desde a escalada do conflito na Ucrânia em fevereiro de 2022, disse a imprensa russa em 2023, citando uma fonte oficial.